Ficção, parábolas de Jesus

Sinopse do livro

 LONGE DO PAI’ conta a história de dois filhos que viviam sob o mesmo teto, sob as mesmas regras, amados por ambos os pais que buscavam dar-lhes o melhor que podiam, mas, como é comum e normal no meio familiar, pensavam diferente, tinham interesses diferentes e buscaram caminhos diferentes. As diferenças geraram muitos conflitos internos, tristezas, dificuldades e um final não tão feliz para ambos. Que caminhos escolheram? Por quê? Quais eram seus conflitos pessoais, seus interesses?Quais eram os sentimentos dos pais em relação às atitudes dos filhos? Como reagiram diante de suas escolhas?‘LONGE DO PAI’ é uma história cheia de emoções e de vivências cotidianas, explorando as dores, desilusões, sonhos, crenças, paixões, decepções e lutas pessoais de cada um. 
A história desse livro – ‘LONGE DO PAI’ – é baseada na parábola conhecida como “O Filho Pródigo”, contada por Jesus em muitos dos Seus ensinamentos quando andou por este mundo e retratada na Bíblia. Sim, ‘baseada’, porque o relato bíblico é sucinto e direto, já a história aqui é ficcional.

Informações úteis:

Esse livro é produzido como ebook no formato epub, e impresso no tamanho A5. A venda e distribuição no formato digital é feito por Hotmart, e no formato impresso por Clube do Livro. Quando você clicar para adquirir o seu, você será redirecionado para a página de um desses nossos parceiros, para então concluir sua compra.

Começando a Caminhada 4

Capítulo 1: O Espectro do Passado 9

Capítulo 2: Frustrações e Percepção 22

Capítulo 3: O Futuro 30

Capítulo 4: A Solidão 43

Capítulo 5: Derrubando as Cadeias 53

Capítulo 6: Reconhecimento e Submissão 62

Capítulo 7: Buscando a Deus 69

Capítulo 8: Entrega 83

Capítulo 9: Abandonando os Deuses 91

Capítulo 10: Deus no Comando 105

Capítulo 11: O Fim da Jornada 122

Bibliografia 133

Uma Experiência Inesquecível 4

Na Cidade 11

Tentativas 19

Enfrentando o Pai 31

A Partida 36

O Que Ficou Pra Trás 41

Prosseguindo Sozinho 45

Expectativa 48

Vida Nova 53

O Que Ficou 64

Uma Preciosa Amizade 69

A Procura de Um Emprego 77

Festa Surpresa 88

Um Convite Perigoso 97

Tempos Difíceis 107

O Dia Seguinte 121

Más Notícias 130

Mudando de Ideia 137

Um Coração Apaziguado 148

Os Negócios na Fazenda 153 Amigos e Festas 159

O Casamento 170

Crise 185

A Decisão 202

Uma Outra Realidade 204

A Chegada 211

Uma Experiência Inesquecível

O sol entrou alegremente pela janela. Lá fora podia-se ouvir o mugido do gado e o balir das ovelhas. Calebe sentou-se na cama estirando os braços e soltando um gostoso bocejo, acordando todo o corpo.

Saiu da cama e foi até a janela. Respirou fundo o ar gostoso e fresco da manhã.

O sol banhava as campinas ao longe. Ele amava aquele cenário. Crescera naquele ambiente bucólico e aprendera a amar essa vida simples e saudável.

O cheiro gostoso de pão recém assado, vindo da cozinha, fê-lo acordar de seus devaneios. Numa fazenda há muito que fazer!

Dirigiu-se à cama do seu irmão. Este dormia gostosamente. Calebe puxou-lhe as cobertas, saudando-o com um gostoso bom dia.  Zarede procurou-as para cobrir-se novamente, mas Calebe puxou-o pelo braço fazendo-o sentar-se. Zarede coçou os olhos e com a voz arrastada e sonolenta perguntou:

_ Já amanheceu? Parece que me deitei a pouco!?

_ Levanta seu preguiçoso! O pão de mamãe já está pronto e aposto que a mesa já está posta. Você tem que tirar leite da Malhada para alimentar o bezerrinho órfão e temos que ajudar Simão a malhar o trigo. Vamos, se apresse. Deixe de preguiça!

O trabalho na fazenda, desde a infância, fizera com que os dois jovens crescessem fortes e saudáveis com bíceps bem salientes e músculos bem torneados. O trabalho com enxadas e arados, o cuidado dos animais, tendo que dominá-los quando necessário, fê-los bem diferentes dos rapazes da cidade.

Calebe, o mais velho, era alto e bronzeado. Gostava das atividades na fazenda, principalmente de cuidar dos animais. Seu maior prazer era domar os cavalos. Sentia uma incontida alegria ao ver que um animal chucro e teimoso, tornava-se dócil em suas mãos. Ele realmente era habilidoso neste trabalho. Era também muito responsável, zeloso ao extremo, não descansando enquanto seu trabalho não estivesse concluído. E isso o fazia ser muito exigente com os empregados da fazenda também.

Zarede, por sua vez, era mais tranquilo e precisava ser constantemente vigiado, pois nunca conseguia concluir suas responsabilidades no tempo requerido. Gostava de ir até o alto da colina e deitar-se sobre a grama verde e macia e cochilar. Era um sonhador e fazia grandes planos para a sua vida. Não se afinava com o trabalho da fazenda e gostava de imaginar-se como um grande homem de negócios numa grande cidade. Sonhava com o dia em que poderia requerer a sua parte na herança e ir embora fazendo sua vida fora dali.

É lógico que ninguém sabia de seus planos, exceto seu cãozinho, que por certo não contaria nada a ninguém.

Mamãe colocara o pão fresco sobre a mesa. Uma grande vasilha de coalhada estava no centro e uma cesta de frutas arranjada com bom gosto enfeitava a mesa do café da manhã.

Calebe chegou na cozinha e deu um gostoso beijo de bom dia em sua mãe. Ele a amava profundamente. Sonhava em ter uma esposa como ela: carinhosa, meiga, batalhadora, organizada, cuidava de tudo com muito amor, era muito sábia e, além de tudo, uma excelente cozinheira. Como ele apreciava o cheiro gostoso de seu pão e o ensopado gostoso que preparava com trigo e leite! Ele assentou-se, no exato momento que seu pai entrava em casa. Este havia saído para dar algumas ordens aos empregados, antes de tomar o desjejum.

Calebe levantou-se e deu-lhe um apertado abraço de bom dia. Admirava seu pai. Ele era um ótimo administrador. Era filho único. Sua mãe falecera quando lhe dera à luz e havia sido criado por uma ama, empregada da família, mas sob os olhos atentos do pai, pois era seu único herdeiro.

O avô não se casara outra vez, pois dizia que jamais encontraria esposa como a que tivera. Mesmo sem nunca conhecer a mãe, o pai de Calebe e Zarede, aprendera a amá-la e respeitar a sua memória. Queria que os filhos também tivessem o devido respeito com a mãe que cuidara deles e os amara desde que foram concebidos. Nenhuma palavra de desafeto era permitido ser pronunciada em direção a ela.

Calebe ouvira tantas vezes, enquanto seu avô era vivo, do orgulho que ele tinha pelo filho Jacó – o pai de Calebe. Queria que seu pai sentisse orgulho por ele também e se esforçaria para isso.

Jacó era, também, um homem muito sábio e bom. Os empregados o amavam e o respeitavam e ele tratava a todos com dignidade. Eram como uma grande família. Ele sabia, também, o quanto o pai confiava nele e o quanto esperava dele e de seu irmão também.

_ Onde está Zarede? – o pai pergunta.

_ Deixei-o sentado na cama esfregando os olhos e bocejando.

– Respondeu Calebe.

_ Será que ele nunca vai crescer? Vou chamá-lo.

_ Não, querida. Deixe-o ter responsabilidade. Já está passando o tempo de adquiri-la.

_ Olá, pessoal! Como vão todos? (Zarede entra, dá um tapinha no ombro do pai, um beijo na mãe e senta-se em seu lugar.) Humm! Que cheirinho delicioso! Mãe, você faz o melhor pão do mundo! Quando me casar, minha esposa terá que fazer um estágio com você.

_ Obrigada, filho!

O pai levanta as mãos e agradece a Deus pela noite e pelo alimento que está sobre a mesa, pede a benção do céu sobre a sua família e então todos passam a comer.

Um alegre conversar toma conta do ambiente e os compromissos são relembrados. O pai terá que dirigir-se à cidade e prontamente Zarede se oferece para acompanhá-lo. Não há nada mais prazeroso para ele que ir até a cidade, ver muitas pessoas, o movimento do mercado, as ruas cheias de mercadores, muitas moças bonitas e a reunião dos rapazes na praça jogando “sorte” (um jogo com pedrinhas de um mesmo tamanho que consistia em adivinhar quantas o companheiro escondia na mão; os que erravam saíam; o ganhador levava a soma apostada). Sentia-se outra pessoa na cidade, era como se um outro Zarede surgisse. Com a perspectiva da ida à cidade, se desincumbiu com prazer e rapidez das suas atividades naquela manhã. Como Calebe não apreciasse as idas à cidade, era, na maioria das vezes ele, quem acompanhava o pai.

_ Senhor Calebe, meu pai pediu ajuda, porque uma matilha de lobos está rondando o rebanho.

Era Josué, o filho de um dos pastores. Ele ajudava o pai no ofício de cuidar das ovelhas. Chegara ofegante e nervoso. Da última vez que os lobos se aproximaram, os pastores não conseguiram contê-los e eles perderam um bocado de ovelhas. Dessa vez pediram ajuda. Os lobos são animais ferozes. Vivem em bandos e caçam em bandos também, o que lhes dá mais rapidez de ação e ótimos resultados. São extremamente ágeis e não desistem facilmente. Não se intimidam muito com o homem, apesar de respeitá-lo, quando este está devidamente preparado para enfrentá-lo.

Calebe reuniu alguns empregados mais experientes da fazenda e dirigiram-se até onde estavam os pastores e o rebanho. Ao chegarem perceberam imediatamente as dificuldades dos pastores. Os lobos eram muitos e os pastores não conseguiam afugentá-los. Pareciam mais ferozes que o normal. Calebe disparou na frente dos homens com seu cavalo, tomou sua funda e girou-a no ar. A primeira pedra foi certeira; seus homens fizeram o mesmo, mas parecia que quanto mais atiravam, mais os lobos atacavam. O rebanho dispersou, devido a confusão, o que tornou mais difícil o trabalho de conter os lobos. O rapaz percebeu que precisavam organizar-se para terem mais êxito. Chamou Silas, que era um dos melhores empregados do seu pai e seu melhor amigo, e pediu que ele levasse consigo Jefté e tentassem atacar por detrás dos lobos; ordenou que mais dois empregados tomassem a outra direção e os pastores tentassem reunir o maior número de ovelhas possível.

Ele e Josué ficariam tentando chamar a atenção dos lobos para si, a fim de que os demais pudessem agir.

As pedras do alforje de Josué acabaram e ele tomou o seu cajado e com ele tentava afastar os lobos que se aproximavam. Numa das tentativas desequilibrou-se e caiu do cavalo. Imediatamente um grupo de lobos o cercou. Mostrando os dentes afiados e rosnando, fechavam o cerco sobre o menino. Este gritou por socorro.

Ao perceber a situação, Calebe desesperou-se. A vida de Josué dependia dele. Percebeu que um lobo, o maior deles, avançava sobre o menino, preparando-se para atacá-lo. Calebe colocou a mão no alforje e para terror seu, havia somente uma pedra. Colocou-a sobre a funda e orou: “Ó Deus, tenho somente esta pedra e ela precisa ser certeira. Por favor, ajuda-me.” Então, girou sua funda e a pedra cortou o ar, acertando o lobo, no exato momento em que este pulava sobre o garoto.

Josué colocou o braço sobre seu rosto e sentiu o corpo pesado e quente do lobo caindo sobre ele. Neste momento ouviu o seu nome e um puxão forte em seu manto. Era Jefté, que estendendo a mão colocou-o sobre seu galope. O coração do menino batia forte e descompassado e ele tremia todo. Jefté deixou-o junto aos pastores e voltou ao encontro dos amigos.

Depois de muito trabalho, conseguiram espantar os lobos. Alguns tombavam mortos pelo campo, bem como algumas ovelhas.

Calebe desceu do seu cavalo e Josué foi ao seu encontro, dando-lhe um abraço cheio de gratidão. A mente do rapaz dirigiu-se a Deus: “Obrigado, Senhor!”

Naquela noite, Jacó reuniu seus empregados. Havia um motivo especial para agradecer. Depois de relembrar o cuidado de Deus pelo seu povo, especialmente pela sua família durante todos aqueles anos, tomaram o livro dos Salmos e o hino escolhido foi o Salmo do Pastor. Antes de cantarem, ele recordou:

_ O rei Davi conheceu muito bem as circunstâncias vividas por vocês no dia de hoje e ele sabia que podia colocar a sua vida nas mãos do Pastor Maior que tudo sabe e tudo vê.

Josué tomou a sua flauta e passou a tocar a melodia.

“... E ao andar pelo vale da sombra da morte, não terei medo

porque Tu estás comigo e a Tua vara e o Teu cajado me consolam. ...”

Neste trecho da canção, ele emocionou-se. Havia sentido, especialmente sobre ele, o cuidado e proteção de Deus naquele dia e estava tremendamente grato por isso.

Jacó levantou-se e dirigiu ao céu uma bonita e emocionada oração. Deus cuidara dos seus novamente e não havia palavras que pudessem expressar esse agradecimento.

Todos dirigiram-se em silêncio para as suas moradas. Jacó envolveu Calebe com seu braço e disse:

_ Estou orgulhoso de você, filho. Você foi muito corajoso.

Calebe sorriu para seu pai e lembrou-se que depois que tudo acabara, sentara-se numa pedra com as pernas tremendo e o coração acelerado. Fora sem dúvida uma experiência inesquecível. Com certeza lembraria para contá-la a seus

filhos.

Ao chegar em seu quarto, deitou-se em sua cama que ficava ao lado da janela. Olhou para fora e viu a lua clara e brilhante que parecia sorrir-lhe, lembrou-se então, que deveria, ele próprio, agradecer a Deus pelo cuidado e ajuda durante aquele dia.

_ Senhor, hoje o dia foi muito difícil. Obrigado pela Tua companhia! Se não fosse a Tua ajuda, as coisas teriam sido bem diferentes. É maravilhoso ter um Deus como Tu, que nos dá tanto cuidado e atenção! Amém.

Neste sentimento de gratidão e paz, adormeceu.

Publicado por:

HP Produção e Edição

Páginas

224

Primeira edição:

2023

ISBN

978-65-00-87215-6

Crescimento pessoal

Esse livro fala de um amor tão profundo, de uma paixão tão intensa que levou a uma decisão capaz de mudar a vida e o destino de quem aceitar ser amado assim.

Auto-ajuda, depressão

Este livro trata da busca por cura, sobrevivência e força para encarar as dores da alma e recomeçar mesmo em meio à aridez da vida e dificuldades, assim é uma boa opção em literatura cristã.

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