Crescimento Pessoal

Sinopse do livro

A ‘Loucura’ de Deus – Quem em sã consciência abriria mão da liberdade para ser um prisioneiro sem ter cometido algo que o incriminasse?
Quem assumiria a culpa de outro e levaria o castigo dele somente por amar, mesmo que o veredito fosse a morte?
É possível existir um amor tão intenso capaz de suportar a mais terrível dor para livrar aquele a quem ama?
Esse livro fala de um amor tão profundo, de uma paixão tão intensa que levou a uma decisão capaz de mudar a vida e o destino de quem aceitar ser amado assim.

Introdução 07

1. Vitórias Sobre o Pensamento 12

2. Plenitude dos Tempos 24

3. Vitórias no Dia a Dia 46

3.1. Recebendo Graça 49

3.2. Recebendo Poder 56

3.3. Recebendo Paz 61

3.4. Recebendo Bênçãos 84

4. Vitórias no Corpo 93

4.1. Força para buscar 100

4.2. Força para mudar 109

4.3. Força para agir 117

4.4. Força para reconhecer 126

5. Vitórias na Alma 137

5.1. Mentes Alucinadas 142

5.2. Um bálsamo ao coração 147

5.3. Um pecador muito amado 154

5.4. Um pequeno grande homem 158

5.5. Águas profundas 162

6. Vitórias Sobre a Morte 173

6.1. O pecado 175

6.2. A dor 179

6.3. Como Jesus encarou a morte quando

esteve aqui neste mundo 192

6.4. Onde me apoiar 199

6.5. Como posso ver Deus nesses

momentos? 208

6.6. Expectativa 211

6.7 Maravilhosa esperança 218

7. Um Nome Acima de Todo Nome 230

Bibliografia 245

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”

João 1:29

Inclinado sobre os seus joelhos, a mão segurava firmemente o pequeno animal. O sangue escorria por suas mãos e num profundo e angustiado clamor olhou para os céus. O que antes se mostrava tão claro e perfeito, agora parecia denso e escuro.

Uma tristeza profunda e um grande senso de impotência encheu seu ser. Lágrimas quentes escorreram pela sua face e uma dor lancinante como seta aguda penetrou seu coração. Apertou o pequeno cordeiro sem vida junto ao seu peito e chorou copiosamente.

Chorou por si, pelo seu terrível engano. Chorou por aquela que tanto amava e que estava prostrada ao seu lado sem coragem de olhar a cena que se desenrolava. Chorou por aquilo que aquele ato significava. Chorou porque aquele pequeno animal sem vida simbolizava a oferta que seu mais chegado e amado Amigo faria para salvar a sua vida.

Chorou amargamente. Nunca tivera tal sentimento de angústia e dor. Nunca experimentara tal sensação e sentia que essa seria uma companheira ao longo da vida que lhe restava. (Referência a Gênesis 3)

Não havia mensurado a sua atitude e jamais conseguiria entender a que ponto chegaria a sua decisão de desonrar o compromisso que fizera com seu Amado Amigo.

Uma nova palavra foi incorporada ao seu vocabulário: pecado.

Não podia imaginar o que ele faria ao belo mundo que recebera das mãos de seu Criador. Não podia imaginar o que em seis mil anos ele faria a essa terra e aos seus próprios descendentes. Não conseguia aceitar que seu Amado Criador tivesse que dar Sua vida por ele.

Adão se debruçou sobre seu próprio corpo e implorou a Deus que ele fosse deixado a sofrer as consequências de suas próprias atitudes, mas que o Filho de Deus não tivesse que sofrer em seu lugar. Não podia suportar a dor de ver quem O amava, e a quem ele tanto amava também, fazer tal sacrifício. Não lhe parecia justo tal atitude.

E não era.

Não poderia renegar tal oferecimento de amor. Suplicou dolorosamente que o perdoasse e que o ajudasse a ser melhor. Mas também entendeu que se não fosse assim ele jamais veria a face amorosa de seu Criador novamente. Compreendeu que essa decisão, que partira do próprio Filho, fora tomada pelo profundo amor que Este sentia por ele e por sua mulher. Não poderia renegar tal oferecimento de amor.

Suplicou dolorosamente que o perdoasse e que o ajudasse a ser melhor. Seu coração estava despedaçado. Abraçou a sua esposa e ambos choraram, não a sua sorte, mas a Daquele que se despojaria da divindade e se oferecia para ser igual a eles e sofrer toda a penalidade do pecado, da transgressão da lei, e cumprisse a pena final: “Pois o salário do pecado . a morte...” (Romanos 6:23 – 1. p).

“Ele morreria a mais cruel das mortes, suspenso entre o céu e a terra, como um pecador criminoso; que sofreria terríveis horas de agonia, com que o sofrimento f.sico de nenhuma maneira se poderia comparar. O peso dos pecados do mundo inteiro estaria sobre Ele.” (White, 1991, p. 43)

Ele se colocaria no lugar que à humanidade era reservado porque a amava e queria que estivesse novamente junto a si. E assim se cumpriria a segunda parte dessa triste história que, por causa do grande amor divino, se tornaria em alegria e regozijo: “... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23 – 2. p).

E “o Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo.o 1:14) “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (G.latas 4:4,5)

“O povo que andava em trevas, viu uma grande luz; sobre os que habitam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. ... Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e paz não haver fim...” (Isa.as 9:2,6,7) “Todo vale se encherá, e se abaixará todo monte e outeiro. O que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão. E toda humanidade verá a salvação de Deus.” (Lucas 3:5,6)

O que a Serpente (Satanás) se propusera a destruir, o Filho de Deus se propunha a reconstruir.

“O cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo.o 1:29) chegara para cumprir sua missão. Quatro mil anos antes fizera a promessa ao primeiro homem de que feriria a cabeça da serpente (Gênesis 3:15) e viera para cumpri-la. O mundo jamais seria o mesmo. O próprio Deus na forma humana andaria por essas paragens. Sua mão estaria estendida aos desafortunados, aos marginalizados, aos sofredores, aos que buscam luz, aos que não tem a paz, aos pequenos e também aos grandes, aos que O buscam: “Pois aquele que pede, recebe; o que busca, encontra; e ao que bate, se abre.” (Mateus 7:8)

Jamais a humanidade sentiria Deus tão próximo a ela!

A Sua voz soaria clara e sonora: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor.” (Lucas 4:18)

Praticamente em todas as nações, os tempos seriam divididos em antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.). O EU SOU que falara a Moisées no deserto viera trazer o reino de Deus aos homens e convidá-los a fazer parte desse reino.

Jamais a humanidade sentiria Deus tão próximo aela! A Palavra de Deus se cumpria na forma mais profunda e completa jamais vista antes: o Evangelho entre os homens.

O planeta terra receberia o seu Criador, mas não O aceitaria: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.” “Nele estava a vida, a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram sobre ela.” (Jo.o 1:11,4,5) Como homem Ele andaria entre os homens e como homem sentiria as dores do homem, mas não deixaria de ser Deus, pois essa era a Sua natureza.

Talvez a humanidade esperasse um rei com toda a sua majestade, um general com toda a sua coragem, um homem que permanecesse entre ela e morresse como ela. No entanto, receberam o Rei de reis e Senhor de senhores, mas não puderam ver quem era, pois estavam cegados pelas coisas desse mundo. “Então veio Cristo, a fim de restaurar no homem a imagem de seu Criador. Ninguém, senão Cristo, pode remodelar o caráter arruinado pelo pecado. Veio para expelir os demônios que haviam dominado a vontade. Veio para nos erguer do pó, reformar o caráter manchado, segundo o modelo de Seu divino caráter, embelezando-o com Sua própria glória.” (White, 1988, p. 34)

Sim, era isso que o mundo necessitava. Um homem-Deus, um Deus-homem que é capaz de mudar completamente os que a Ele se chegam.

E o Seu convite é: “Vinde a mim TODOS” (Mateus 11:28).

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Publicado por:

HP Produção e Edição

Páginas

249

Primeira edição:

2021

ISBN

978-65-00-67922-9

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